segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Voltando...aos poucos!

Pra quem aparece aqui de vez em quando, o blog andou parado em razão de uma viagem de 40 dias que fiz em terras lusitanas, aliás, pela segunda vez neste ano. A paixão por Portugal cresceu muito depois de visitar o país em fevereiro-férias com a família-e agora fui a estudos. Meu QG foi na encantadora cidade do Porto, mas de lá saí em várias excursões com colegas de aula, de ônibus ou de trem (comboio, pra usar o termo português), sempre aos domingos, único dia livre de aulas ou grupo de estudos. A rapariga aqui, afastada do meio acadêmico desde 2007, quando concluí minha especialização em Moda, Consumo e Comunicação pela PUC-RS, não imaginava o grau de dificuldade e a quantidade de leituras, trabalhos e seminários que precisaria enfrentar nesse suplicio mestrado. Também por ter uma formação em área diferente (fiz Direito na graduação), então boiava em muitas teorias que os demais colegas já sabiam de cor ou por experiência.
Foi um choque de realidade, pra quem estava bem acomodada em sua zoninha de conforto, achando que sabia alguma coisa...Eu estava destreinada de ler, de pesquisar, de estudar, de fazer conexões entre autores, e até de falar em público, obrigando-me  a treinar no quarto todas as noites antes de ir pra aula apresentar os seminários.
 
 
Aqui estou na biblioteca da Universidade Fernando Pessoa, onde muitas vezes fui "salva" pela Carla Sousa, um anjo de luz que me ajudava a encontrar as melhores opções bibliográficas para as disciplinas mais difíceis, e a quem devo muita gratidão, pois em geral estamos sozinhos e temos de nos virar, ninguém tem tempo pra parar e ajudar, e a Carla largava tudo quando me via entrar lá, desesperada, rssss...Eu ia semanalmente nessa biblioteca retirar livros, nem tudo está disponível na Internet...
As noites eram bem curtas. Eu chegava no hotel por volta das 21h ( as aulas começavam às 8h e terminavam por volta das 18:30, 19h, tipo imersão total), mas eu não ia direto, passava antes na casa da Karina, uma das colegas e outro "anjo da guarda", que morava bem próximo da universidade e com quem eu estudava ou fazia grupo, de vez em quando. A cada "serão", ela, eu e a Sheila tomávamos litros de café pra aguentar a maratona-não me lembro de ter lido ou estudado tanto na minha vida, nem no vestibular, rssss....E eu andava nesse circuito, do hotel pra Universidade, da Universidade pra casa da Karina, da Karina pro hotel, tudo a pé...(andar me fazia bem, eu relaxava a mente e queimava umas calorias)-lá eu podia caminhar à noite, sozinha, a qualquer hora, e não tinha medo, a cidade é tranquila mas também não dá pra facilitar: eu saía com o dinheiro contado pro dia, andava de camiseta e birken (verão europeu!), estocava comida no quarto pra ter tudo à mão e rápido- e levava a vida mais monástica do mundo, sem comprinhas nem restaurantes pra turistas, uma estudante com dinheiro contado. (Pois é, não consegui bolsa...)
A comida é barata em Porto, eu comia no bandejão da Universidade (2,80 euros) e nos "pé-sujos" ao redor, com menu de 3 ou 4 euros pra estudantes. À noite, no meu quarto, detonava umas latas de sardinha ou bacalhau a 1 euro, comia na mesinha de estudos improvisada e seguia lendo ou escrevendo até 1 ou 2 da matina...)-acordava às 6h todos os dias!
Minha marca favorita de bacalhau em lata, mas eu comprava a que tinha grão de bico junto, uma delicia! A duas quadras do meu hotel tinha um supermercado Pingo Doce, de uma rede bem popular de lá, e eu enchia a sacola com essas latinhas-às vezes pagava menos de 1 euro, qdo. tinha promoção, e esse era o meu jantar!
Percebi que podia viver com pouco, que comprar pelo prazer de comprar não me fazia falta, e eu mal tinha tempo pra olhar uma vitrine, apesar de estar tudo em liquidação. O foco era outro, eu não estava preocupada com moda, tendências e afins, apesar de trabalhar nesse mundo. Confesso que estava até feliz de me distanciar das minhas atividades, foi bom olhar pra minha vida de fora, sob outro prisma. Foram só 40 dias longe, mas eu precisava dessa parada. O mestrado acabou sendo o meio que me fez parar pra pensar.
Voltei e ainda não me achei. Não posso reclamar: tive apoio da família, amigos (Latinha, um capítulo especial pra ti), mas há algo inexplicável, eu não sei o que é, mas está acontecendo. Eu mudei.
Tenho que trabalhar, tenho de preparar a dissertação, tenho de ler, mas ainda estou um pouco lá, um pouco aqui e um muito em lugar nenhum.
Será  que finalmente me tornarei quem eu sou?
Cartas para a redação.
Só sei que nada sei.
:)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Uma paradinha

Aos amigos blogueiros, aos que aparecem por aqui de vez em quando-e a quem interessar possa-o bloguinho vai dar uma paradinha estratégica para estudos. Ninguém aqui está abandonando o barco, hein? Se não há nada de interessante ou não há tempo para postar, o melhor é ficar quieto.
E assim tenho estado, bem quieta e estudando, nessa minha volta ao mundo acadêmico, que não tem sido fácil!
Depois de uma certa idade, é difícil trilhar esse caminho, a gente vai ficando destreinada de estudar, sem sistema, meio perdida nas pesquisas (é muuuuuita coisa!!!!) e ainda tendo de se alinhar com a gurizada, que já está voltando saltitante qdo. recém estamos indo, aos trancos e barrancos, hehe..
Mas um desafio de vez em quando faz bem, dá um up na carreira e no cérebro, os neurônios se desatrofiam e até nos sentimos rejuvenescidos no meio dos alunos que, certamente, num primeiro momento, devem se perguntar o que a "tia" está fazendo ali, ou seria ela a profe?
-Oi, não, não, eu sou aluna tb...
Oi???
Claro que tem alunos de todas as idades estudando, mas em alguns momentos a gente se sente meio peixe fora dágua, principalmente na hora dos trabalhos em grupo. Todo mundo já tem um grupo, alguns pela idade (tô fora), já se conhecem da faculdade (eu me formei muito antes), das baladas (não frequento faz tempo), outros pelas áreas de interesse ( a minha é meio fora de contexto), então o(a) "coroa" sempre sobra, ele tem q se esforçar mais pra ser incluído, do contrário, a tendência é ficar pra trás. Detalhe: ninguém faz isso por mal, é uma coisa natural, simplesmente acontece, o mais velho vai sobrando, ele pode ter a experiência e até contribuir no trabalho, mas os mais jovens sempre vão achar que ele está desatualizado, que ele não acompanhou o zeitgeist , afinal, hoje tudo é tão rápido que realmente esse é um risco que  se corre...e o diferente acaba sendo excluído, o que, pra mim, tem sido uma lição de humildade. Agora sei como muita gente se sente, por diversas razões.
Estou num Mestrado onde 98% dos mestrandos tem menos de 30 anos, e qualquer um próximo dos 50 é Matusalém, não tem conversa. Eles até trocam umas palavrinhas por cordialidade mas depois somem, não te incluem no grupo deles no whatts, combinam ou comentam várias coisas no corredor que não entendo bulhufas, faço cara de quem tá por dentro mas sei que não convenço.
É horrível esse "não fazer parte"...Eles me olham com aquela superioridade que só os jovens possuem, lembro bem como era, um dia eu tb fui invencível e dona do mundo! Mas esse mundo que eu conhecia se transformou, tudo mudou, e eu também mudei.
As coisas acontecem muito mais rápido agora. Fato.
Eu corro pra acompanhar mas às vezes sinto que meu tempo já passou, o que estou fazendo aqui e mimimimi...(mas isso só dura 5 minutos, tá, gente? No dia seguinte já estou animada de novo e cheia de sonhos, projetos...)
O bloguinho não está em crise existencial mas, a essas alturas, é preciso focar e baixar a cabeça nos estudos.
Já não tenho tempo pra perder tempo.
Em agosto, estou de volta!


sábado, 2 de maio de 2015

De Kant e do que deve ser feito!

O que posso dizer das pessoas mal-educadas, dos sem-caráter? Que tenho pena ou vergonha alheia? Que elas me irritam/chocam/entristecem? Não. Na verdade, não tenho vontade de dizer nada. Pq não vai adiantar, elas continuarão a ser mal educadas e a não ter caráter, uma reprimenda isolada não vai mudar o que foi ensinado (ou deixado de ensinar) desde sempre. A má educação, a falta de valores morais, começa em casa, com os exemplos que são dados pelos pais, familiares, quem convive com a criança, e isso já antes da escola! Escola sozinha não educa, escola reforça a educação que é dada em casa. Se a criança cresce ouvindo que levar o brinquedinho da casa do amigo "por esquecimento" e ficar com ele não tem problema, ela vai continuar "esquecendo" quando adulta e continuará levando o que não lhe pertence.
Ah, isso acontece nas melhores famílias, alguns dirão, mas tá errado, não importa que família seja, pode ser até na real britânica, -que, aliás, acaba de ganhar mais uma princesinha- se o filho ou a filha pegou um brinquedo que não era seu, tem de devolver, não interessa se é sangue azul ou plebeu, o pai e a mãe ou quem é o responsável por essa criança devem ensinar a coisa certa ou correm o risco, pela omissão, de criar um futuro larápio. É o famoso "imperativo categórico de Kant", pra quem gosta de Filosofia, que eu muito li nos meus tempos de estudante de Direito, e que, em resumo, significa FAZER O QUE DEVE SER FEITO.
"Fazer para o outro o que gostarias que fosse feito para ti" seria uma síntese simplista do imperativo categórico, mas eu, como mera leiga e nada erudita, entendo que é mais ou menos por aí...
Antes do feriado vi uma mãe colocando um bonequinho do Imaginex dentro da mochila do filho, bem na porta da escola onde o meu estuda, e peguei um resto de diálogo assim:
-Mas mãe, esse boneco aí não é o meu, eu acho q é da caixa de brinquedos da turma..
-Ah, vamos levar esse mesmo pois se o teu sumir, tu não fica no prejuízo!
Meu pequeno, que tb presenciou a cena, arregalou o olho e, num ímpeto de criança, gritou:
-Sua mal-educada!
Eu não sei se essa mãe ouviu, se deu bola, mas me senti culpada por não ter feito isso eu mesma, um guri de 6 anos teve de me lembrar a máxima kantiana: Fazer o que deve ser feito. Ele fez.
Eu me omiti.
E omissão, como bem sabemos, não educa.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O bolo mais feio do mundo

Pensem num bolo feio, mas feio mesmo, de olhar pra ele e perder imediatamente a vontade de comer. Pensaram? O que inspirou este post era mil vezes pior.
Pq falaria eu sobre bolos num blog de moda, que há muito tempo não fala mais sobre moda?
(porque o blog é meu e eu escrevo o que eu quero)
Porque esse bolo deveria ser o centro das atenções num jantar de bodas de prata!-as minhas, aliás.
Eu pensei em vários estilos, mas todos com um "sutil" toque de moda:
Wow, gostei desse, mas acho que seria meio difícil conseguir alguém que fizesse um assim lá na padaria do interior, onde celebrei meu niver de casamento...
Esse aqui também tá bem digno, né?


Hummm...que bolo culto!
Esse aqui tá bem masculino...mas nenhum desses combina com bodas de prata ,hehe...
Pois é, com essa pasta americana se fazem maravilhas na área de doces e afins, mas eu, lá no interior, bem na fronteira com o Uruguai, não ia ter o desplante de encomendar algo assim, que o patissier padeiro iria me mandar plantar coquinho e ainda me chamar de "metida da capital"-como eu sou do interior, posso falar, tá? Garanto que não sou nenhuma dondoca metida a besta, mas que lá é difícil conseguir fornecedor pra festas, ah, isso é! -Quer algo diferente? Providencie onde tem e leve com vc, não adianta arrancar os cabelos qdo. estiver lá e perceber que as soluções locais não são nem de longe o que vc imaginou pra sua grande noite...E se vc não mora mais no local há anos e não conhece ninguém pra te ajudar, esqueça! Ou não reclame.
A conversa com o padeiro catado no Google foi super esclarecedora:
-O senhor, por acaso, faz bolo com pasta americana? Aqueles enfeitados, blá-blá...
-Não, aqui se faz bolo com coisas brasileiras, no máximo um doce de leite uruguaio.
Aham.
-E algo mais artístico?
-O bolo da Pepa é o que tem mais saída. Quer que mande a foto pelo zap-zap?
-Ãhnnn, não, a festa é de 25 anos, não de 5...
Mas o padeiro mandou, ele queria mostrar seus dotes como confeiteiro:
E ele insistiu: "esse bolo é muito gostoso, as crianças vão adorar", meu pai amado, o que é isso?
-Senhor, esqueça o bolo artístico, quero um bolo branco, normal, redondo, recheio de qualquer coisa, pode até ser esse doce de leite, mas me põe um La Pataya ou um Conaprole, por favor..
-A senhora escolheu bem, pra que essas frescuras de americano, né, dona, a gente tá no Brasil, mas olha, eu posso enfeitar esse bolo com purpurina prateada comestível, fica muito bonito e de acordo com a ocasião..
-NÃO PRECISA! Tá bom assim , o senhor manda entregar no hotel. Obrigada, de nada.
Assunto encerrado.
"Amor, esconde o bolo e disfarça com o brinde!"
Se o bolo entregue era branco, simples e redondo? Não, claro que não. O padeiro resolveu mandar, por conta dele, um bolo "artístico", o qual, por respeito ao bom-gosto de vcs e total falta de coragem minha, não postarei a foto, se é que restou alguma em que ele aparece.
Mas fica registrado que este, com certeza, ganhou o título de "o bolo mais feio do mundo"....



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pensando no meu niver....

Eu estava meio pensativa nesses últimos dias, distraída, ou tentando me esquecer que, em setembro, completarei 5 décadas de vida, idade emblemática (e, pq não dizer, um tanto assustadora!) na vida de uma mulher. A Globo (plim-plim) está completando 50 anos e é motivo de festa, orgulho, sinônimo de conquistas, mas eu, que nasci no mesmo ano em que a emissora foi criada, oscilo numa gangorra emocional contraditória. Não sei se me orgulho, se comemoro, não sei se tenho vontade de fazer algo na data ou se começo a me preparar pro "depois". Aliás, o que vem depois? Os próximos 50?
Cheguei oficialmente na "meia-idade", considerando que eu viva até os 100, o que não me preocupa pois sou daquelas que vive o hoje, o aqui e agora. Não faço planos nem projeções, tenho o presente pra me ocupar, e o meu me ocupa bastante. Se a segunda metade for mais curta mas intensa, não me importo. Quero ter energia até o fim, apesar das pelancas- o fim virá e as pelancas tb, fazer o quê?
Se tenho medo de envelhecer? Tenho, mas o maior temor, fora a decrepitude física, é a perspectiva da doença, das limitações, de ficar dependente dos outros, de começar a me esquecer de quem sou ou fui, ou então de continuar tendo a mesma cabeça, lucidez, a vontade de fazer e o corpo não acompanhar...Sei que pareço dramática mas não chega a ser um sofrimento, e tb não estou triste, apenas pensando....Quem chegou lá deve saber do que estou falando, duvido que isso não mexa com a pessoa. Sim, gurizada, pra mim tb parecia tão longe, mas está acontecendo, e é melhor isso do que a outra hipótese, né? Aliás, essa outra eu finjo que nem existe, rssss....
Mas eis que vejo a noticia de que, no dia do meu aniversário, exatamente no dia dos meus 50, o Queen estará em Porto Alegre fazendo show!
Claro que sem a formação original, mas ainda é o Queen de Brian May e Roger Taylor, lendas vivas a quem idolatrei desde a minha adolescência, e, sem tentar ocupar o lugar de Freddie (pq isso não tem como, Freddie é insubstituível!), a função de vocalista caberá ao cantor e ator super performático, Adam Lambert, que ficou em segundo lugar no American Idol em 2009. Ou seja, o cara canta, e muito!- fãs do Queen, por favor, não comparem e dêem uma chance ao americano, o próprio Roger Taylor declarou em entrevista, no ano passado, que só aceitou sair em turnê com a banda pq gostou da voz e do estilo do Adam- fui conferir as apresentações no Youtube e me surpreendi. Adam Lambert não é o Freddie Mercury, mas cumpre bem o papel no palco e tem o aval dos 2 integrantes originais que, aliás, já estão "velhinhos" e continuam mandando muito bem!
Perfeitamente integrado à banda, Adam Lambert trouxe um novo fôlego ao Queen
Crise dos 50?
Que crise, estou contando os dias pro meu niver e pra ver o Queen+Adam Lambert tocando todos aqueles sucessos que cresci escutando.
Vai ser o melhor aniversário da minha vida.
O presente, certamente será!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mais uma do elevador!

Pra variar, tive outro "encontro no elevador-parte III"-sim, a-do-ro encontrar gente interessante no elevador, analisar seus sapatos (um fetiche), cheiros (nem todos são bons )depois subir o olhar e, pela roupa, imaginar quem são, o que fazem, se estão com pressa ou atrasados, bem humorados ou estressados, enfim, tudo isso naqueles segundos de "viagem na vertical" até a porta se abrir no térreo e cada um tomar seu rumo, sua vida, provavelmente sem nunca mais se ver...pensando bem, a probabilidade é bem pequena mesmo- como sempre, começo minha "análise de elevador" olhando para os pés, e assim deparei-me com este par:
"Olá, eu sou o brogue, um calçado de origem escocesa e muito famoso pelos meus furinhos, deixo qualquer pé bem charmoso e atraio mulheres no ato!"
Hummm...sapato sem meia já denota um certo conhecimento de moda, não são todos os homens que se arriscam, é preciso estilo e personalidade. O bofe em questão não era lindo mas tinha charme e atitude de sobra- aliás, sempre prefiro esses, os muito bonitos dão trabalho ou são um pouco narcisistas, e eu não tenho paciência com homem que demora na frente do espelho mais do que eu. Passo. Aliás, eles é que me passam, hehe, nem olham. O cara em questão tinha um ar de Lapo Elkann, o enfant terrible e herdeiro da FIAT(ele é o bisneto do fundador), que depois de aprontar tudo que podia, montou seu próprio negócio e vai muito bem, obrigado.
Quem é Lapo? Cata o bofe:
Rico, solteiro, 36 anos, meio encrenqueiro e da pá virada, aparece em revistas de fofocas sempre acompanhado de belas mulheres, mas há quem garanta que o negócio dele é outro...será?
Fuma feito um morcego e usa sapato branco como ninguém conseguiria!
Tb usa óculos incríveis (ele tem uma coleção que já é sucesso no mercado) e geralmente está sem meias, não importa a temperatura...
Nascido em NYC mas criado como italiano (percebe-se pela elegância nata), ele já morou no Brasil e fala um português impecável, que graça....
Aparece como pegador em diversas revistas e com diversas conquistas:

Não sei quem é a bruaca mas se conseguir virar signora Elkann, será odiada por mim por toda a eternidade!
Pois é, mas o meu Lapo do elevador provavelmente não tinha todo esse pedigree e allure, perdoem essa divagação toda, que a porta se abriu, de repente, e o cara saiu fincado feito um raio, não sem antes pisar no meu pé, eu, a mulher invisível, com aquele brogue chulezento...que ódio!

sábado, 21 de março de 2015

A preguiça

Provavelmente algum de vcs já se matriculou numa academia e começou bem assíduo, depois foi faltando, faltando, e, quando se deu conta, só estava pagando as mensalidades, último vínculo restante, mas sempre com a velha desculpa: "não tenho tempo"..
Tempo a gente arruma, e se queremos mesmo, damos um jeito, acordamos mais cedo ou vamos dormir mais tarde. Quanto a mim, no tocante a exercícios, sou uma negação. Até comprei um Transport na Polishop ( caí no "ligue agora e ganhe também.."), foi bem caro, achei que vendo o bicho na minha frente todo dia encontraria disposição mas não, ele teve o destino de todas as esteiras e bicicletas ergométricas: virou cabide...

Alguém aí se identificou?
Sim, tenho vergonha de admitir, mas de todos os pecados capitais, a preguiça é o que me condena diariamente a uma culpa infinita. Sim, deveria me exercitar mais e comer menos, ou, pelo menos, melhor. Sim, deveria dar continuidade a todas as aulas que já tentei-de dança a pilates-e completar ao menos um mês de atividades, mas basta uma chuvinha pra eu já dar a desculpa clássica: "ah, que pena, hj não vai dar pra caminhar!"...
E que dizer do blog,"levemente" abandonado este ano? Que me desculpem os amigos frequentes aqui, dos quais sinto falta, lógico, mas parece que minha mente se esvaziou, me sinto bloqueada, se tento puxar algo da mente, parece que ela travou, ao menos temporariamente.
Eu gostaria até de colocar a culpa na minha preguiça, mas estou passando por um período de grandes mudanças (olha a desculpa de novo!) e só me ocorre oferecer a vcs uma das minhas canções favoritas ever... É de 1972 ( já disse, sou velha), a banda dispensa apresentações, o vocalista idém.
Quem puder assistir, tá aqui (não coloquei o vídeo direto por absoluta incompetência, neste caso não foi a preguiça, tá?)

https://www.youtube.com/watch?v=rYL6LiPn3Ds

(Alô nerdzinhos queridos, aulinhas pra tia Madi, a dinossaura, aprender a postar vídeos sem precisar usar o link, serão bem vindas!)

domingo, 1 de março de 2015

De volta!

Hoje é domingo e estou de volta após curtas férias em Portugal, in family (tivemos só 10 dias pra revirar o país e suas principais atrações- apesar de  pequeno, recomendo 2 semanas)- a seguir, um resumo básico do que mais valeu a pena:
Voamos TAP direto POA-Lisboa, e, na capital, ficamos 5 dias (um exagero, poderíamos ter ficado 3 e aproveitado mais o interior, que é encantador e tem muitos sítios históricos, mas enfim, são as escolhas que se faz quando se tem filhos de 5 e 19 anos pra conciliar interesses)-não, não foi fácil, posso garantir, mas a gente se divertiu...
Kd o de 5 anos? Tirando a foto, é claro! Ele adorou bancar o paparazzo da família e cortou a cabeça de todas as estátuas...
A gente se sente em casa em Portugal, é o nosso berço e a língua tb aproxima, tem muitos brasileiros passeando e mais uma penca morando lá, estudando ou trabalhando.Se não se jogar em compras, a cidade é bastante barata em comida, transporte e até hospedagem. Os portugueses têm fama de ranzinzas mas tratam muito bem os nascidos na sua ex-colônia, e adoram contar "piada de brasileiro", em oposição às nossas "piadas de português", que eles não acham a menor graça, lógico. Na nossa lua-de-mel, eu e meu marido estivemos lá, fizemos o tour clássico Lisboa-Cascais-Estoril-Sintra, e agora, passados 25 anos, repetimos e ampliamos a dose (e os lugares) trazendo nossos filhos. Foi bom demais e, o que é melhor, gastando bem pouco!
Os lindos azulejos estão em toda a parte, desde prédios até muros, eles são uma paixão nacional
Estava frio mas pegamos sol em toda a nossa estada, o que nos possibilitou fazer muitos passeios a pé
Quem vai pro Bairro Alto, pode pegar os românticos bondinhos elétricos, mas táxis tb são baratos e há, ainda, a opção dos ônibus turísticos, com 4 linhas diferentes pra revirar a cidade
Todo mundo conhece as atrações de Lisboa, nem que seja de ouvir falar. Os fados, os pastéis de Belém, o bairro alto, Alfama, Chiado, as roupas penduradas nas janelas, os azulejos, o bacalhau, as sardinhas assadas e todos aqueles doces com ovos deliciosos...A culinária portuguesa realmente é de uma simplicidade encantadora e os sabores, inesquecíveis.
Ao lado do famoso Mosteiro dos Jerônimos, a casa que serve os melhores pastéis de nata desde 1837, é um programa imperdível para gulosas como eu! Cada pastel(servido morninho) custa 1 euro e 5 centavos.
Com uma criança e uma pós adolescente, é de se imaginar que museus e igrejas não faziam parte das prioridades deles (o máximo que consegui, com a concordância de todos, foi visitar os castelos medievais, esse tipo de atração sempre agrada, todo mundo gosta de se sentir parte da realeza, e até espada tive de comprar pro meu pequeno príncipe)-das atrações mais modernas, recomendo o incrível Oceanário, muito visitado pelos lisboetas e por turistas:
Um dos maiores aquários do mundo, atrai adultos e crianças com espécimes trazidos de todos os oceanos
Nem pense em alugar carro pra andar em Lisboa, é impossivel estacionar no centro, mas saindo da capital, é o melhor meio de transporte, já que as estradas são boas e as distâncias, bem curtas.
Os últimos 5 dias gastamos na ida para o Porto, nosso destino final, passando por várias cidadezinhas e povoados incrivelmente preservados, alguns escondidos por trás de muralhas, onde o passado se confunde com o presente. Nem reservas fizemos, olhávamos os hotéis ou hostels e ficávamos onde nos apetecia, mas era baixa temporada, na alta não recomendo.
Duas cidades me encantaram: Óbidos e Évora. Quem tiver a oportunidade, não deixe de ir.
Alguém aí gosta da poetisa Florbela Espanca? Ela tb adorava e se inspirava nesses lugares.
O castelo de Óbidos, q já mostrei no post anterior, tem uma elegante ( e cara) pousada em seu interior, pra quem quiser se hospedar como um rei!
Assunto delicado ( e que minha mãe não leia isto):Fátima, mundialmente conhecida por seu santuário, e local onde 3 crianças souberam dos terríveis "segredos" contados numa visão que eles tiveram da Virgem Maria (ah, não me façam explicar isso pois nem católica praticante eu sou) eu só passei, mal olhei e nem entrei. Tenho minha fé e respeito a fé alheia mas não sou uma pessoa religiosa, meu marido e filhos são todos luteranos, então me pareceu sem sentido a visita ao santuário. Mas comprei lembrancinhas pra minha mãe nas lojinhas de artigos religiosos...
Preferi ir a Leiria, cidade onde Eça de Queiroz escreveu " O crime do Padre Amaro". Fantástico.
E o que dizer de Aveiro, considerada a "Veneza portuguesa"? Encantadora. Tem passeio de gôndola e os famosos ovos moles, especialidade da região:
Aveiro, cidade das gôndolas e dos ovos moles, onde ficamos 1 noite apenas
Em Coimbra, a única coisa de interessante mesmo é a famosa Universidade e a Biblioteca, tida como a mais antiga do mundo e até hoje muito disputada por seus cursos de Direito e Medicina. Num par de horas dá pra ver tudo Tínhamos pressa em chegar ao Porto e beber o famoso vinho homônimo, que é oferecido em diversas caves, num tour etílico muito interessante, atravessando o rio Douro e indo para a cidade ao lado, chamada Gaia.
Porto foi o gran finale do nosso tour português, a cidade merece ao menos 2 dias de visita, e garanto que há muito para se ver e fazer:
Ou, pelo menos, beber....
No Café Majestic, os gajos e as raparigas se despedem, encerrando nossa trip in family
Tudo que é bom dura pouco, ora pois!
( e amanhã recomeça tudo de novo...)


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Já volto...

Vou só dar um pulinho no meu castelo, ver se está tudo ok, e volto logo!
#Madiemférias
Final do mês bato o cartão aqui.
Até lá!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Abelardo e Heloisa

Inspirada pelo meu amigo e blogueiro Jair , trago a vcs uma história que sempre me emocionou e gerou um filme lindo. A dramática história de amor entre Abelardo e Heloísa .  O romance iniciou-se em Paris, no século XII, quando o filósofo e professor Abelardo tinha 37 anos e Heloísa ,17. Vinte anos os separaram na vida e na morte. 
            Abelardo, ao ver a jovem Heloísa, ficou encantado com a sua beleza, e tentou aproximar-se dela, pedindo ao seu tio Fulberto que o alojasse em sua casa, pois ficaria mais perto da sua escola, e não teria as preocupações de cuidar de uma casa, ficando com mais tempo para se dedicar aos seus estudos.
            O tio de Heloísa viu nesta oferta uma oportunidade para  sua sobrinha evoluir nos estudos. Assim, Abelardo tornou-se professor de Heloísa.
            Todas as horas vagas que Abelardo tinha dedicava-as a ensinar Heloísa, inicialmente na presença do tio Fulberto. Algum tempo depois, Fulberto, confiando em Abelardo, deixava-os sozinhos.
            Como Abelardo ensinava na escola durante o dia, dava aulas a Heloísa durante a noite, enquanto o seu tio Fulberto e todos dormiam.
            Em pouco tempo, cresceu entre ambos um grande amor, deixaram de se preocupar com os livros e o estudo, fascinados um pelo outro, viviam esta paixão de forma intensa.
            Tanto Abelardo como Heloísa, eram dois intelectuais, e ao viverem o seu amor, sabiam os perigos que corriam perante a sociedade.
            Numa noite, o tio Fulberto descobriu o amor escondido entre Abelardo e Heloísa. Furioso, expulsou Abelardo de sua casa.
 
            O amor entre Abelardo e Heloísa não diminuiu, começaram a encontrar-se nos locais que Heloísa podia frequentar sem acompanhantes; em sacristias, confessionários, catedrais.
            Heloísa engravidou, e , para evitar um escândalo, Abelardo levou-a às escondidas da casa do tio Fulberto, para a sua aldeia em Palais, onde ficou aos cuidados da sua irmã, até dar à luz um menino, a quem deram o nome de Astrolábio.
            Abelardo voltou para Paris, para continuar a ensinar, mas não conseguia estar longe de Heloísa, como tal, foi pedir ao tio Fulberto permissão para casar com Heloísa. Fulberto, embora magoado, consentiu no casamento. Heloísa deixou o filho com a irmã de Abelardo e dirigiu-se a Paris.
            O casamento realizou-se durante a noite, às escondidas, numa pequena ala da Catedral de Notre-Dame, de modo a que ninguém desconfiasse.  Só estavam presentes os familiares de Heloísa e alguns amigos de Abelardo.
            Pouco tempo depois, o casamento foi  descoberto e Fulberto envergonhado, resolveu vingar-se de Abelardo. Contratou uns homens para invadirem os aposentos de Abelardo durante a noite e castraram-no. 
            Na sua angústia e vergonha, Abelardo obrigou Heloísa a ingressar no mosteiro de Santa Maria de Argenteuil. Heloísa tinha vinte anos. Ela fez os votos monásticos e ingressou na vida religiosa, por amor a Abelardo que, por sua vez, retirou-se para o mosteiro de Saint-Denis. 
    Adieux300CR
Separação de Abelardo e Heloísa
           
Durante muitos anos Abelardo e Heloísa não se viram, apenas trocaram cartas um com o outro. Nessas cartas, Heloísa expressava toda a sua dor pela triste sorte do seu amor, e sua rebeldia por ter ingressado na vida religiosa e vestido o hábito.

Heloísa no convento

            Heloísa e Abelardo nunca deixaram de se amar.  Anos mais tarde, Abelardo construiu uma escola-mosteiro perto de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam, apenas trocavam cartas. 
            Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem.
            Em 1162 morre Heloísa e, a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
            
Mort d'Héloïse
                                                                    Morte de Heloísa

            Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise, o famoso Pére Lachaise, que abriga muitos túmulos ilustres, como o do escritor Victor Hugo e o músico Jim Morrison.
            
         
Sepultura de Abelardo e Heloísa no cemitério Pére Lachaise, sempre visitado por enamorados do mundo inteiro
 
Pra quem gostou e quer saber mais, o filme é este aqui:
Separados em vida mas juntos na eternidade...
E pra quem for a Paris, nem pense em descartar esse passeio como algo mórbido pois não é. O túmulo deles no Cemitério Pére Lachaise, que é um local lindo e de muita paz, vale a pena, ainda mais quando se sabe a história.
Obrigada, querido Jair, pela inspiração!
 
 
 
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Baile da Vogue

A-do-ro (#sqn) um show de horrores com mulheres vulgares e/ou malvestidas (algumas mais pra despidas), fazendo caras e bocas no desespero de aparecer em alguma mídia social-qualquer uma, qualquer coluninha, blog, whatever- o importante é ter sua foto postada, pelo bem ou pelo mal!
O tradicional baile pré-carnavalesco da renomada revista exige como traje gala ou fantasia, mas as interpretações das famosas pra isso são, no mínimo, curiosas, pra não dizer sem noção:

Débora Secco
Que m... de vestido mal ajambrado é esse, filha? Pegou emprestado dos "trajes de festa" da Bruna Surfistinha?
Luciana Gimenez
Esse penacho e esse trapo de renda sobre a hot pant já está tão batido que ficaria melhor num despacho e vc tem dinheiro e porte para algo digno da Vogue, não esse "luquinho estilo panicat"

Sophia Abrahão
Eu tava achando o look bem gracioso até chegar na bota..aí perdeu a graça!´E ainda tô na dúvida se isso é um vestido de gala no comprimento errado ou uma fantasia de Cowgirl de Saloon  que não deu certo...
Valesca Popozuda


Até que a fantasia de "borboleta" não estava das piores mas...não dá, não consigo amolecer meu rígido senso estético, sorry coxudapopozuda!

Carolina Dickmann
Mesmo com toda a sua beleza e o look assinado por Dolce&Gabbana, o que eu vejo ali me decepcionou, e muito! Make ruim, acessório ruim, ficou uma coisa perdida entre a Espanha e o cabaré da esquina. Desculpe, Chatolina, mas ficou bom, não!
Sabrina Sato
Na minha humilde opinião, a pior fantasia da noite!
Gente, gosto é gosto mas mau-gosto a gente reconhece de cara, e a japa exagerou desta vez. Não sei se foi obra do stylist ou dela mesma, mas esses delírios de "Crazy Horse" envergonham um pais com tanta pompa e circunstância como a Inglaterra. Aquela "fralda"ou crina na frente fazendo as vezes de calcinha foi a cereja podre do bolo...ah, me poupem! O baile é pra ver e ser visto, mas um mínimo de bom senso e elegância não fazem mal a ninguém.
Ou aprendam a "causar" com quem REALMENTE entende do assunto, e sem um pingo de vulgaridade:
Ru Paul, a diva das divas!
Cartas e/ou protestos para a Redação.
Da Vogue.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Voltando aos poucos

Nesse mês em que fiquei fora do ar e de olhinhos fechados, aproveitei pra ouvir muita música, e fui do rock até o erudito, andei bem eclética e me reaproximei de bandas que ouvia qdo. mais jovem: The Clash, Led Zeppelin, The Cure, Black Sabbath, um pouco de Lou Reed e David Bowie, só pra citar alguns. Mas tb Pavarotti, Jose Carreras, Placido Domingo, Caruso e Maria Callas, por que eu amo as óperas, é uma paixão que sempre dividi com meu pai, enquanto ele viveu.
Eu era louca pelo Robert Plant
Já meu pai era louco pela divina Callas


E assim vivíamos, entre estilos tão diferentes, mas todos se respeitavam, afinal, gosto é gosto e "os incomodados que se retirem", era o que o Herr Muller dizia ao primeiro sinal de desaprovação às suas escolhas do dia, devidamente reproduzidas num volume considerável, quase no limite, se me entendem, que ele era meio surdo, o que motivava algumas reclamações no prédio onde morávamos...
Quando a síndica ranzinza, que morava no apartamento ao lado, nos encontrava no elevador, já vinha uma bronca:
Ah, aí está a família que adora ouvir gritos, dizia ela, irônica, referindo-se às nossas amadas árias, até que um dia meu pai se encheu e resolveu responder, com sua voz calma e grave:
-Gritos deve dar o seu marido, ao acordar de manhã, com a senhora a seu lado...

Nunca mais vi ou ouvi a síndica reclamar.
#eétudoverdade
#barracosdefamilia
#confissõesdemadi




 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Descansando os olhos

Oi, gente, uma paradinha de alguns dias para me recuperar de uma cirurgia nos olhos mas logo estarei de volta!
Bjs a todos e até mais!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Simples assim

Eu estava terminando este post sobre o preto simplificado que tenho visto nos looks de inverno, nos blogs de street style, e aí veio a noticia horrivel do atentado em Paris na sede do Charlie Hebdo, com 12 pessoas assassinadas a sangue frio, e bota frio nisso. Eu já ia excluir a foto que havia escolhido pois ela me pareceu tão triste, mas agora, vendo a moça de preto, de cabeça baixa, andando sozinha na rua, como se estivesse indo a um funeral, ela me pareceu bem apropriada...o resto deletei, acho que estou meio em choque...

Sim, o simbolo do luxo está ali, e Paris não é a capital da alta moda?
Mas hoje, moda é o que menos tenho vontade de falar.
Hoje Paris não é a capital da moda.
Paris é a capital da tristeza.
#jesuischarlie

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Iniciando o ano com amor!

Eu nunca tinha visto o momento em que um casal entra numa joalheria e escolhe suas alianças, mas antes que vcs pensem "ah, que coisa mais besta", ou "ah, como não?", aqui estão os motivos:
1-Não entro em joalherias, a não ser qdo. estou a trabalho, ou então se for pra comprar uma nova armação de óculos, não sou daquelas que ama jóias...nada nem perto da Marilyn e seus melhores amigos:

2-Não escolhi a minha aliança de casamento, meu marido comprou sozinho e me apareceu com elas, então não participei da escolha, mas gostaria de ter visto a reação dele qdo. olhou as opções, se ficou emocionado (ohhhhh..), ansioso, em dúvida, se pediu a opinião da vendedora, essas coisas...( e não, as nossas não são as da Bvulgari, aqui embaixo...)
Design clean e moderno ( e é melhor ter um Bvlgari gravado ao invés do nome do(a) consorte,pq depois dá pra passar adiante se a fila andar!) #sustentabilidade
3-Ultimamente, me parece, as pessoas estão casando menos (casamentão com cerimônia civil, religiosa, tipo tradicional) e muitas nem fazem mais uso dessas tradições, como usar aliança, etc. Tem gente que tatua os nomes nos dedos, nos pulsos, tem gente que usa colares com metades, tem quem não use nada pq não precisa desses simbolismos...temquemnãoametambém tem de tudo, ah, se tem...
" E eu os declaro fechadura e chave"...
Não entrando no mérito das tradições, a cena que inspirou este primeiro post do ano aconteceu anteontem numa joalheria/ótica, onde um jovem casal estava escolhendo suas alianças, tão mas tãão felizes que me senti deslocada. Podem me chamar de mal-humorada, mas eu não estava lá pra testemunhar que aquela mulher merecia a aliança mais linda do mundo, como deixou bem claro o rapaz, em voz alta, pra vendedora. Eu só tinha ido lá apertar a haste dos meus óculos, não estava preparada pra tanto! O amor é lindo, sim, mas arroubos de felicidade conjugal alheia me deixam sem jeito. Deveria acontecer só pros envolvidos, pra quem tudo aquilo faz sentido. Até esse momento, eu até poderia classificar a cena como romântica, só que, num segundo, o cara fez todo o romance virar um pastelão: ele levantou-se, num ímpeto, tirou a moça pra dançar, no meio da loja, como se não tivesse ninguém mais ali, a não ser eles, e se beijaram apaixonadamente, e ele se ajoelhou pra ela, e fizeram uma selfie... alguns clientes até aplaudiram, outros riram, outros olharam pro lado.. A minha reação? Me baixou umespiritodeporco uma Jennifer Beals (já passada do ponto) e uma vontade incontrolável de tb fazer meu número de Flashdance, com direito a chuveirada ice bucket no final da performance...#invejamata #madiperformática #madiadragfrustrada

"What a feeling.."
Pq o amor dos outros às vezes pode ser muito irritante.
Pq demonstrações públicas podem ser lyndias pro casal, pros outros nem tanto...
Pq, sem mais nem menos, pode nos dar vontade de relinchar, dançar..why not?
E pq eu amo Flashdance. Ponto.
Feliz 2015!