domingo, 15 de maio de 2016

Coming back...de novo?

Gente amada que ainda aparece por aqui, deixem-me pedir desculpas pelo sumiço. Minha última postagem foi em agosto do ano passado, depois silêncio...acho que tirei férias do blog, estava enjoada de escrever posts sobre moda, olhem o paradoxo, já que eu vivo disso.
Ou vivia. Ah, Sócrates, continuo sem saber nada, nada.
Eu achava que sabia alguma coisa, agora já duvido disso.
Sem dramatizar, quem me acompanhou aqui sabe que fui fazer um  mestrado em Portugal- que ainda não concluí- e que me consumiu todo o meu tempo (e neurônios que eu nem imaginava ter), numa experiência muito rica e inspiradora. Tive professores incríveis, uns mais do que outros, claro, e alguns que tocaram meu coração. Que me ajudaram. Que acreditaram em mim (nem todos, alguns devem ter se perguntado que diabos eu estava fazendo naquele mestrado, dúvida que eu mesma tive em alguns momentos) - eu descobri: fui realizar um sonho de menina, um sonho que meu pai também sonhou pra mim, ele queria me ver frequentando a Universidade de Coimbra, o que eu teria considerado, obviamente, se tivesse continuado no Direito. Mas eu mudei o rumo da minha vida quando me dei conta que o mundo jurídico me manteria dentro da caixa. E o que eu mais queria era sair dela...Eu tracei outro destino, e queria ser outra pessoa. Sorry, dad, fui a Coimbra e vi a tal biblioteca cheia de preciosidades jurídicas, realmente é imponente e impressionante, mas foi só uma visita, pra relembrar meus tempos de advogada. Essa minha persona ficou lá atrás.
É bom poder admirar pessoas, num mundo em que a gente só se decepciona com elas. Provavelmente tb decepcionei muitas na minha vida, mas que se há de fazer,  c´est la vie...
Minha filha está morando na França, eu bem que gostaria de me mudar pra Portugal- não, o país ainda não tem tradição em moda (o quadrilátero da moda ainda comanda o espetáculo) mas tem se destacado lançando algumas pérolas, como a designer Alexandra Moura, que eu descobri numa das minhas visitas no ano passado. Eu já conhecia a Ana Salazar e o José Antonio Tenente, ícones da moda lusitana, mas a Alexandra realmente chamou minha atenção, com sua vertente autoral.
Alexandra Moura já possui 15 anos de experiência como designer e também é professora de design de moda na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Lisboa, além de lutar pelo movimento genderless na moda
Pesquisando maquiagens para um desfile aqui no Brasil, deparei-me com esse make de um dos desfiles dela, em parceria com a Loréal, fui atrás e descobri uma moda atemporal, que não segue tendências e não produz em quantidade, bem dentro do que eu ando buscando e estudando. Aí, vi uma reportagem sobre ela na Revista Elle brasileira deste mês e percebi que nada é por acaso, a Alexandra realmente está bombando e não é de agora, mas eu confesso que não a conhecia até então...Portugal tem seus mistérios e seus tesouros...
Tudo começou por causa desta maquiagem
 
O mood unissex está presente no lookbook do Inverno 2016, e a brincadeira de ser menino ou menina já conquista muitos adeptos:
Gajo ou rapariga? Pra Alexandra, tanto faz...

Querem saber? Eu aprovo. Sou fã de novos movimentos na moda: ageless, genderless, slowfashion...(claro que sobre isso farei um post à parte, em breve)
Tô voltando. Aos poucos, sem ser muuuito assídua. A gente perde os contatos, que pena, fiz muitos amigos por aqui, pessoas que realmente fizeram a diferença na minha vida. Duas delas pude conhecer pessoalmente: Bratz e o Homem de Lata, esses dois têm meu amor e admiração eterna!
Tô voltando e me sentindo a própria Elba Ramalho na Ópera do Malandro. Quem lembra?
Cartas para a Redação.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Voltando...aos poucos!

Pra quem aparece aqui de vez em quando, o blog andou parado em razão de uma viagem de 40 dias que fiz em terras lusitanas, aliás, pela segunda vez neste ano. A paixão por Portugal cresceu muito depois de visitar o país em fevereiro-férias com a família-e agora fui a estudos. Meu QG foi na encantadora cidade do Porto, mas de lá saí em várias excursões com colegas de aula, de ônibus ou de trem (comboio, pra usar o termo português), sempre aos domingos, único dia livre de aulas ou grupo de estudos. A rapariga aqui, afastada do meio acadêmico desde 2007, quando concluí minha especialização em Moda, Consumo e Comunicação pela PUC-RS, não imaginava o grau de dificuldade e a quantidade de leituras, trabalhos e seminários que precisaria enfrentar nesse suplicio mestrado. Também por ter uma formação em área diferente (fiz Direito na graduação), então boiava em muitas teorias que os demais colegas já sabiam de cor ou por experiência.
Foi um choque de realidade, pra quem estava bem acomodada em sua zoninha de conforto, achando que sabia alguma coisa...Eu estava destreinada de ler, de pesquisar, de estudar, de fazer conexões entre autores, e até de falar em público, obrigando-me  a treinar no quarto todas as noites antes de ir pra aula apresentar os seminários.
 
 
Aqui estou na biblioteca da Universidade Fernando Pessoa, onde muitas vezes fui "salva" pela Carla Sousa, um anjo de luz que me ajudava a encontrar as melhores opções bibliográficas para as disciplinas mais difíceis, e a quem devo muita gratidão, pois em geral estamos sozinhos e temos de nos virar, ninguém tem tempo pra parar e ajudar, e a Carla largava tudo quando me via entrar lá, desesperada, rssss...Eu ia semanalmente nessa biblioteca retirar livros, nem tudo está disponível na Internet...
As noites eram bem curtas. Eu chegava no hotel por volta das 21h ( as aulas começavam às 8h e terminavam por volta das 18:30, 19h, tipo imersão total), mas eu não ia direto, passava antes na casa da Karina, uma das colegas e outro "anjo da guarda", que morava bem próximo da universidade e com quem eu estudava ou fazia grupo, de vez em quando. A cada "serão", ela, eu e a Sheila tomávamos litros de café pra aguentar a maratona-não me lembro de ter lido ou estudado tanto na minha vida, nem no vestibular, rssss....E eu andava nesse circuito, do hotel pra Universidade, da Universidade pra casa da Karina, da Karina pro hotel, tudo a pé...(andar me fazia bem, eu relaxava a mente e queimava umas calorias)-lá eu podia caminhar à noite, sozinha, a qualquer hora, e não tinha medo, a cidade é tranquila mas também não dá pra facilitar: eu saía com o dinheiro contado pro dia, andava de camiseta e birken (verão europeu!), estocava comida no quarto pra ter tudo à mão e rápido- e levava a vida mais monástica do mundo, sem comprinhas nem restaurantes pra turistas, uma estudante com dinheiro contado. (Pois é, não consegui bolsa...)
A comida é barata em Porto, eu comia no bandejão da Universidade (2,80 euros) e nos "pé-sujos" ao redor, com menu de 3 ou 4 euros pra estudantes. À noite, no meu quarto, detonava umas latas de sardinha ou bacalhau a 1 euro, comia na mesinha de estudos improvisada e seguia lendo ou escrevendo até 1 ou 2 da matina...)-acordava às 6h todos os dias!
Minha marca favorita de bacalhau em lata, mas eu comprava a que tinha grão de bico junto, uma delicia! A duas quadras do meu hotel tinha um supermercado Pingo Doce, de uma rede bem popular de lá, e eu enchia a sacola com essas latinhas-às vezes pagava menos de 1 euro, qdo. tinha promoção, e esse era o meu jantar!
Percebi que podia viver com pouco, que comprar pelo prazer de comprar não me fazia falta, e eu mal tinha tempo pra olhar uma vitrine, apesar de estar tudo em liquidação. O foco era outro, eu não estava preocupada com moda, tendências e afins, apesar de trabalhar nesse mundo. Confesso que estava até feliz de me distanciar das minhas atividades, foi bom olhar pra minha vida de fora, sob outro prisma. Foram só 40 dias longe, mas eu precisava dessa parada. O mestrado acabou sendo o meio que me fez parar pra pensar.
Voltei e ainda não me achei. Não posso reclamar: tive apoio da família, amigos (Latinha, um capítulo especial pra ti), mas há algo inexplicável, eu não sei o que é, mas está acontecendo. Eu mudei.
Tenho que trabalhar, tenho de preparar a dissertação, tenho de ler, mas ainda estou um pouco lá, um pouco aqui e um muito em lugar nenhum.
Será  que finalmente me tornarei quem eu sou?
Cartas para a redação.
Só sei que nada sei.
:)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Uma paradinha

Aos amigos blogueiros, aos que aparecem por aqui de vez em quando-e a quem interessar possa-o bloguinho vai dar uma paradinha estratégica para estudos. Ninguém aqui está abandonando o barco, hein? Se não há nada de interessante ou não há tempo para postar, o melhor é ficar quieto.
E assim tenho estado, bem quieta e estudando, nessa minha volta ao mundo acadêmico, que não tem sido fácil!
Depois de uma certa idade, é difícil trilhar esse caminho, a gente vai ficando destreinada de estudar, sem sistema, meio perdida nas pesquisas (é muuuuuita coisa!!!!) e ainda tendo de se alinhar com a gurizada, que já está voltando saltitante qdo. recém estamos indo, aos trancos e barrancos, hehe..
Mas um desafio de vez em quando faz bem, dá um up na carreira e no cérebro, os neurônios se desatrofiam e até nos sentimos rejuvenescidos no meio dos alunos que, certamente, num primeiro momento, devem se perguntar o que a "tia" está fazendo ali, ou seria ela a profe?
-Oi, não, não, eu sou aluna tb...
Oi???
Claro que tem alunos de todas as idades estudando, mas em alguns momentos a gente se sente meio peixe fora dágua, principalmente na hora dos trabalhos em grupo. Todo mundo já tem um grupo, alguns pela idade (tô fora), já se conhecem da faculdade (eu me formei muito antes), das baladas (não frequento faz tempo), outros pelas áreas de interesse ( a minha é meio fora de contexto), então o(a) "coroa" sempre sobra, ele tem q se esforçar mais pra ser incluído, do contrário, a tendência é ficar pra trás. Detalhe: ninguém faz isso por mal, é uma coisa natural, simplesmente acontece, o mais velho vai sobrando, ele pode ter a experiência e até contribuir no trabalho, mas os mais jovens sempre vão achar que ele está desatualizado, que ele não acompanhou o zeitgeist , afinal, hoje tudo é tão rápido que realmente esse é um risco que  se corre...e o diferente acaba sendo excluído, o que, pra mim, tem sido uma lição de humildade. Agora sei como muita gente se sente, por diversas razões.
Estou num Mestrado onde 98% dos mestrandos tem menos de 30 anos, e qualquer um próximo dos 50 é Matusalém, não tem conversa. Eles até trocam umas palavrinhas por cordialidade mas depois somem, não te incluem no grupo deles no whatts, combinam ou comentam várias coisas no corredor que não entendo bulhufas, faço cara de quem tá por dentro mas sei que não convenço.
É horrível esse "não fazer parte"...Eles me olham com aquela superioridade que só os jovens possuem, lembro bem como era, um dia eu tb fui invencível e dona do mundo! Mas esse mundo que eu conhecia se transformou, tudo mudou, e eu também mudei.
As coisas acontecem muito mais rápido agora. Fato.
Eu corro pra acompanhar mas às vezes sinto que meu tempo já passou, o que estou fazendo aqui e mimimimi...(mas isso só dura 5 minutos, tá, gente? No dia seguinte já estou animada de novo e cheia de sonhos, projetos...)
O bloguinho não está em crise existencial mas, a essas alturas, é preciso focar e baixar a cabeça nos estudos.
Já não tenho tempo pra perder tempo.
Em agosto, estou de volta!


sábado, 2 de maio de 2015

De Kant e do que deve ser feito!

O que posso dizer das pessoas mal-educadas, dos sem-caráter? Que tenho pena ou vergonha alheia? Que elas me irritam/chocam/entristecem? Não. Na verdade, não tenho vontade de dizer nada. Pq não vai adiantar, elas continuarão a ser mal educadas e a não ter caráter, uma reprimenda isolada não vai mudar o que foi ensinado (ou deixado de ensinar) desde sempre. A má educação, a falta de valores morais, começa em casa, com os exemplos que são dados pelos pais, familiares, quem convive com a criança, e isso já antes da escola! Escola sozinha não educa, escola reforça a educação que é dada em casa. Se a criança cresce ouvindo que levar o brinquedinho da casa do amigo "por esquecimento" e ficar com ele não tem problema, ela vai continuar "esquecendo" quando adulta e continuará levando o que não lhe pertence.
Ah, isso acontece nas melhores famílias, alguns dirão, mas tá errado, não importa que família seja, pode ser até na real britânica, -que, aliás, acaba de ganhar mais uma princesinha- se o filho ou a filha pegou um brinquedo que não era seu, tem de devolver, não interessa se é sangue azul ou plebeu, o pai e a mãe ou quem é o responsável por essa criança devem ensinar a coisa certa ou correm o risco, pela omissão, de criar um futuro larápio. É o famoso "imperativo categórico de Kant", pra quem gosta de Filosofia, que eu muito li nos meus tempos de estudante de Direito, e que, em resumo, significa FAZER O QUE DEVE SER FEITO.
"Fazer para o outro o que gostarias que fosse feito para ti" seria uma síntese simplista do imperativo categórico, mas eu, como mera leiga e nada erudita, entendo que é mais ou menos por aí...
Antes do feriado vi uma mãe colocando um bonequinho do Imaginex dentro da mochila do filho, bem na porta da escola onde o meu estuda, e peguei um resto de diálogo assim:
-Mas mãe, esse boneco aí não é o meu, eu acho q é da caixa de brinquedos da turma..
-Ah, vamos levar esse mesmo pois se o teu sumir, tu não fica no prejuízo!
Meu pequeno, que tb presenciou a cena, arregalou o olho e, num ímpeto de criança, gritou:
-Sua mal-educada!
Eu não sei se essa mãe ouviu, se deu bola, mas me senti culpada por não ter feito isso eu mesma, um guri de 6 anos teve de me lembrar a máxima kantiana: Fazer o que deve ser feito. Ele fez.
Eu me omiti.
E omissão, como bem sabemos, não educa.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O bolo mais feio do mundo

Pensem num bolo feio, mas feio mesmo, de olhar pra ele e perder imediatamente a vontade de comer. Pensaram? O que inspirou este post era mil vezes pior.
Pq falaria eu sobre bolos num blog de moda, que há muito tempo não fala mais sobre moda?
(porque o blog é meu e eu escrevo o que eu quero)
Porque esse bolo deveria ser o centro das atenções num jantar de bodas de prata!-as minhas, aliás.
Eu pensei em vários estilos, mas todos com um "sutil" toque de moda:
Wow, gostei desse, mas acho que seria meio difícil conseguir alguém que fizesse um assim lá na padaria do interior, onde celebrei meu niver de casamento...
Esse aqui também tá bem digno, né?


Hummm...que bolo culto!
Esse aqui tá bem masculino...mas nenhum desses combina com bodas de prata ,hehe...
Pois é, com essa pasta americana se fazem maravilhas na área de doces e afins, mas eu, lá no interior, bem na fronteira com o Uruguai, não ia ter o desplante de encomendar algo assim, que o patissier padeiro iria me mandar plantar coquinho e ainda me chamar de "metida da capital"-como eu sou do interior, posso falar, tá? Garanto que não sou nenhuma dondoca metida a besta, mas que lá é difícil conseguir fornecedor pra festas, ah, isso é! -Quer algo diferente? Providencie onde tem e leve com vc, não adianta arrancar os cabelos qdo. estiver lá e perceber que as soluções locais não são nem de longe o que vc imaginou pra sua grande noite...E se vc não mora mais no local há anos e não conhece ninguém pra te ajudar, esqueça! Ou não reclame.
A conversa com o padeiro catado no Google foi super esclarecedora:
-O senhor, por acaso, faz bolo com pasta americana? Aqueles enfeitados, blá-blá...
-Não, aqui se faz bolo com coisas brasileiras, no máximo um doce de leite uruguaio.
Aham.
-E algo mais artístico?
-O bolo da Pepa é o que tem mais saída. Quer que mande a foto pelo zap-zap?
-Ãhnnn, não, a festa é de 25 anos, não de 5...
Mas o padeiro mandou, ele queria mostrar seus dotes como confeiteiro:
E ele insistiu: "esse bolo é muito gostoso, as crianças vão adorar", meu pai amado, o que é isso?
-Senhor, esqueça o bolo artístico, quero um bolo branco, normal, redondo, recheio de qualquer coisa, pode até ser esse doce de leite, mas me põe um La Pataya ou um Conaprole, por favor..
-A senhora escolheu bem, pra que essas frescuras de americano, né, dona, a gente tá no Brasil, mas olha, eu posso enfeitar esse bolo com purpurina prateada comestível, fica muito bonito e de acordo com a ocasião..
-NÃO PRECISA! Tá bom assim , o senhor manda entregar no hotel. Obrigada, de nada.
Assunto encerrado.
"Amor, esconde o bolo e disfarça com o brinde!"
Se o bolo entregue era branco, simples e redondo? Não, claro que não. O padeiro resolveu mandar, por conta dele, um bolo "artístico", o qual, por respeito ao bom-gosto de vcs e total falta de coragem minha, não postarei a foto, se é que restou alguma em que ele aparece.
Mas fica registrado que este, com certeza, ganhou o título de "o bolo mais feio do mundo"....



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pensando no meu niver....

Eu estava meio pensativa nesses últimos dias, distraída, ou tentando me esquecer que, em setembro, completarei 5 décadas de vida, idade emblemática (e, pq não dizer, um tanto assustadora!) na vida de uma mulher. A Globo (plim-plim) está completando 50 anos e é motivo de festa, orgulho, sinônimo de conquistas, mas eu, que nasci no mesmo ano em que a emissora foi criada, oscilo numa gangorra emocional contraditória. Não sei se me orgulho, se comemoro, não sei se tenho vontade de fazer algo na data ou se começo a me preparar pro "depois". Aliás, o que vem depois? Os próximos 50?
Cheguei oficialmente na "meia-idade", considerando que eu viva até os 100, o que não me preocupa pois sou daquelas que vive o hoje, o aqui e agora. Não faço planos nem projeções, tenho o presente pra me ocupar, e o meu me ocupa bastante. Se a segunda metade for mais curta mas intensa, não me importo. Quero ter energia até o fim, apesar das pelancas- o fim virá e as pelancas tb, fazer o quê?
Se tenho medo de envelhecer? Tenho, mas o maior temor, fora a decrepitude física, é a perspectiva da doença, das limitações, de ficar dependente dos outros, de começar a me esquecer de quem sou ou fui, ou então de continuar tendo a mesma cabeça, lucidez, a vontade de fazer e o corpo não acompanhar...Sei que pareço dramática mas não chega a ser um sofrimento, e tb não estou triste, apenas pensando....Quem chegou lá deve saber do que estou falando, duvido que isso não mexa com a pessoa. Sim, gurizada, pra mim tb parecia tão longe, mas está acontecendo, e é melhor isso do que a outra hipótese, né? Aliás, essa outra eu finjo que nem existe, rssss....
Mas eis que vejo a noticia de que, no dia do meu aniversário, exatamente no dia dos meus 50, o Queen estará em Porto Alegre fazendo show!
Claro que sem a formação original, mas ainda é o Queen de Brian May e Roger Taylor, lendas vivas a quem idolatrei desde a minha adolescência, e, sem tentar ocupar o lugar de Freddie (pq isso não tem como, Freddie é insubstituível!), a função de vocalista caberá ao cantor e ator super performático, Adam Lambert, que ficou em segundo lugar no American Idol em 2009. Ou seja, o cara canta, e muito!- fãs do Queen, por favor, não comparem e dêem uma chance ao americano, o próprio Roger Taylor declarou em entrevista, no ano passado, que só aceitou sair em turnê com a banda pq gostou da voz e do estilo do Adam- fui conferir as apresentações no Youtube e me surpreendi. Adam Lambert não é o Freddie Mercury, mas cumpre bem o papel no palco e tem o aval dos 2 integrantes originais que, aliás, já estão "velhinhos" e continuam mandando muito bem!
Perfeitamente integrado à banda, Adam Lambert trouxe um novo fôlego ao Queen
Crise dos 50?
Que crise, estou contando os dias pro meu niver e pra ver o Queen+Adam Lambert tocando todos aqueles sucessos que cresci escutando.
Vai ser o melhor aniversário da minha vida.
O presente, certamente será!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mais uma do elevador!

Pra variar, tive outro "encontro no elevador-parte III"-sim, a-do-ro encontrar gente interessante no elevador, analisar seus sapatos (um fetiche), cheiros (nem todos são bons )depois subir o olhar e, pela roupa, imaginar quem são, o que fazem, se estão com pressa ou atrasados, bem humorados ou estressados, enfim, tudo isso naqueles segundos de "viagem na vertical" até a porta se abrir no térreo e cada um tomar seu rumo, sua vida, provavelmente sem nunca mais se ver...pensando bem, a probabilidade é bem pequena mesmo- como sempre, começo minha "análise de elevador" olhando para os pés, e assim deparei-me com este par:
"Olá, eu sou o brogue, um calçado de origem escocesa e muito famoso pelos meus furinhos, deixo qualquer pé bem charmoso e atraio mulheres no ato!"
Hummm...sapato sem meia já denota um certo conhecimento de moda, não são todos os homens que se arriscam, é preciso estilo e personalidade. O bofe em questão não era lindo mas tinha charme e atitude de sobra- aliás, sempre prefiro esses, os muito bonitos dão trabalho ou são um pouco narcisistas, e eu não tenho paciência com homem que demora na frente do espelho mais do que eu. Passo. Aliás, eles é que me passam, hehe, nem olham. O cara em questão tinha um ar de Lapo Elkann, o enfant terrible e herdeiro da FIAT(ele é o bisneto do fundador), que depois de aprontar tudo que podia, montou seu próprio negócio e vai muito bem, obrigado.
Quem é Lapo? Cata o bofe:
Rico, solteiro, 36 anos, meio encrenqueiro e da pá virada, aparece em revistas de fofocas sempre acompanhado de belas mulheres, mas há quem garanta que o negócio dele é outro...será?
Fuma feito um morcego e usa sapato branco como ninguém conseguiria!
Tb usa óculos incríveis (ele tem uma coleção que já é sucesso no mercado) e geralmente está sem meias, não importa a temperatura...
Nascido em NYC mas criado como italiano (percebe-se pela elegância nata), ele já morou no Brasil e fala um português impecável, que graça....
Aparece como pegador em diversas revistas e com diversas conquistas:

Não sei quem é a bruaca mas se conseguir virar signora Elkann, será odiada por mim por toda a eternidade!
Pois é, mas o meu Lapo do elevador provavelmente não tinha todo esse pedigree e allure, perdoem essa divagação toda, que a porta se abriu, de repente, e o cara saiu fincado feito um raio, não sem antes pisar no meu pé, eu, a mulher invisível, com aquele brogue chulezento...que ódio!